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quinta-feira, 24 de março de 2016

Dissertação: Relação entre o transtorno de ansiedade e a obesidade em jovens

Pesquisa identifica a ansiedade como fator relevante a ser considerado em tratamentos para reduzir a obesidade

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada ano morrem no mínimo 2,8 milhões de pessoas devido à obesidade ou sobrepeso, uma doença que se estende silenciosamente entre as crianças e jovens do planeta. Para deter o avanço da doença é necessário identificar as causas, razão pela qual Rebeca Boza Araúz decidiu apresentar como Dissertação para o Mestrado Internacional em Nutrição e Dietética a pesquisa titulada “Prevalência de transtornos de ansiedade e sua relação com a obesidade na população infanto-juvenil de 11 a 16 anos no Distrito Federal, México”. Os resultados do trabalho apresentado à FUNIBER mostram-se a seguir.
Boza assinala que alguns estudos demonstraram uma relação entre depressão e obesidade, mas não existem pesquisas que abordem a influência da ansiedade no desenvolvimento da obesidade entre a população juvenil.
De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição realizada no México em 2006, 26% das crianças do país padecem de obesidade ou sobrepeso.
Para esta pesquisa utilizou-se a Escala de Ansiedade de Crianças do Spence (SCAS, por suas siglas em inglês). Registraram-se os seguintes tipos de ansiedade: medo ao dano físico, transtorno de ansiedade por separação, transtorno obsessivo-compulsivo, ataque de pânico ou agorafobia, fobia social e transtorno de ansiedade generalizada.
Realizou-se um estudo com uma amostra de 376 jovens entre 11 e 16 anos. Para realizar as distintas avaliações, envolveram-se a equipe médica e professores das escolas às que assistiam os adolescentes e descrevem-se no documento os procedimentos utilizados para obter a informação necessária.
O estudo indica que, dos 376 alunos que participaram da pesquisa, 114 (30,3%) apresentarampontuações coerentes com transtornos de ansiedade, e deste grupo a maior percentagem (49,6%) encontrou-se no grupo de obesidade severa. Identificou-se que há “maior prevalência de ansiedade em pacientes do sexo feminino, independentemente da idade e do IMC”.
A pesquisa revela que os jovens com obesidade severa tiveram pontuações nos níveis de ansiedade muito maiores em comparação com os jovens com sobrepeso ou obesidade leve ou moderada e aqueles que não apresentavam sobrepeso.
Boza afirma, a partir dos resultados obtidos, que “sim existe uma relação entre os transtornos de ansiedade e a obesidade. Não se pode elucidar o tipo de associação que existe, apenas se podem apontar hipóteses a respeito. Não existe a possibilidade de aventurar-se em afirmar que os primeiros são etiológicos dos segundos ou vice-versa, ou se são simplesmente sinérgicos, formando um círculo vicioso. Para poder esclarecer estes pontos são necessários vários estudos de diferentes índoles”.
A pesquisadora considera que se devem realizar intervenções com equipes multidisciplinares.“Devem-se anexar ao tratamento farmacológico, dietético e de exercício, intervenções psicológicas que diminuam as condutas que interferem na perda de peso”. Boza recomenda que a partir dos 10 anos reforce-se entre as crianças o manejo da ansiedadepara que não se transforme em um problema psiquiátrico; além disso, sugere que se ensine às crianças a “identificar corretamente os sinais de fome e saber diferencia-los dos estados emocionais negativos, tais como a ansiedade”.
Boza indica que deveriam realizar-se estudos em torno de temas como a dieta, as doenças mentais e a atividade física, para identificar outros fatores que poderiam influenciar na prevalência da obesidade.
Pode-se fazer download da Dissertação apresentada por Rebeca Boza Araúz neste link.
Foto: Alguns direitos reservados por moodboardphotography







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domingo, 20 de março de 2016

Probióticos poderiam reduzir o risco de diabetes tipo 1 em crianças

O efeito é perceptível em crianças com maior risco de desenvolver diabetes.

Um estudo identificou que as crianças que recebem probióticos (bactérias boas) durante os primeiros 27 dias de vida podem reduzir o risco de padecer de diabetes tipo 1,principalmente aquelas que geneticamente têm predisposição a desenvolver a doença. O estudo também aponta que expor os menores à probióticos em uma idade mais tardia não oferece o mesmo benefício.
Os pesquisadores indicaram que ao proporcionar probióticos às crianças durante os primeiros dias de vida conseguiu-se reduzir em 60% as probabilidades de padecer de diabetes tipo 1 entre as crianças com maior risco de sofrer da doença. Identificou-se que as criançasportadoras do genótipo DR3/4 têm maior probabilidade de desenvolver a doença.
Os estudos realizados mostram que aquelas crianças que não têm esta genética específica não se beneficiaram do uso de probióticos em sua alimentação.
Ulla Uusitalo, Professora Associada do Departamento de Epidemiologia Pediátrica da Universidade do Sul da Florida, em Tampa, indicou que devido ao projeto do estudo não se pôde estabelecer uma conclusão que indique casualidade, mas se obteve uma associação muito clara, e por esta razão necessitam-se mais estudos.
A diabetes tipo 1 é uma enfermidade auto-imune que se manifesta quando o corpo destrói por engano às células que produzem insulina no pâncreas. A insulina é um hormônio que ajuda a utilizar o açúcar dos alimentos como combustível para o corpo.
Ainda não se conhecem as causas da diabetes tipo 1 com clareza. Analisaram-se distintos genes suspeitos, mas um desencadeante ambiental não é descartado. Os pesquisadores indicaram que um desequilíbrio nas bactérias intestinais poderia ajudar a desencadear a resposta auto-imune.
Os probióticos são bactérias vivas que se acredita que podem ajudar a manter um sistema digestivo saudável. Na Europa, o uso de probióticos é mais comum que nos Estados Unidos. Durante o estudo, os bebês receberam probióticos com a fórmula infantil ou com o uso de um complemento líquido na dieta.
George Weinstock, do Laboratório Jackson de Medicina Genômica de Farmington, em Connecticut, indicou que é surpreendente que o benefício do uso de probióticos apenas se observa “quando os probióticos administraram-se nos primeiros 27 dias de vida”. O pesquisador aponta que se proporcionados suficientemente cedo na dieta das crianças, os probióticos poderiam ajudar a construir um microbioma saudável.
O pesquisador sugere que é possível que no início da vida de um bebê exista uma oportunidade para que micróbios externos entrem no corpo e façam colônias, e “durante este período, possivelmente seja possível intervir ou direcionar a conformação do microbioma mediante probióticos”, ressaltou.
Weistock indicou que é possível que os efeitos auto-imunes “comecem nesta etapa precoce e que seja um período crítico no qual é possível interferir contra a ativação nociva da resposta imunitária”.
Os pesquisadores analisaram um estudo prospectivo desenvolvido em seis centros médicos, três nos Estados Unidos e três na Europa. Participaram do estudo quase 7500 crianças. Tomaram-se amostras de sangue das crianças a cada três meses entre os 3 e 48 meses de idade, para detectar indícios de diabetes tipo 1, e após isto, tomaram-se amostras a cada seis meses.
Os pais das crianças disponibilizaram questionários diários sobre a alimentação, detalhando a dieta dos bebês entre o nascimento e os três meses de idade. As mães proporcionaram informação sobre sua alimentação durante a gravidez.
Os estudantes da área de Nutrição da FUNIBER pesquisam constantemente para identificar tratamentos que permitam prevenir a diabetes em crianças e adultos.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Boletim CFN Edição número 74



Boletim 74
Fevereiro de 2016

Pacto do Bem – A corrente pela alimentação saudável e adequada continua


Foto: CFN
O CFN lançou no dia 26 de dezembro, a campanha: “Pacto do bem: uma corrente pela alimentação saudável e adequada”, para reforçar o Pacto Nacional pela Alimentação Saudável, lançado pelo Decreto n°553/2015.

Nutricionistas, técnicos em Nutrição e Dietética e a sociedade em geral foram convidados a passar esta corrente adiante. [ SAIBA MAIS ]




Foto: CFN

Casa Cheia – Reuniões da Fiscalização, CECET e Comissão de Avaliadores

Em janeiro, o CFN realizou a primeira reunião da Comissão de Avaliadores dos cursos de graduação em nutrição.

A Comissão Especial do Código de Ética dos Nutricionistas (Cecet) definiu os próximos passos para a elaboração do novo código. [ SAIBA MAIS ]


Foto: CFN

Revista CFN online

Acesse a versão online da Revista CFN no site www.cfn.org.br Saiba o que faz o CFN para a valorização profissional. Você também pode participar enviando sua sugestão de matéria para comunicacao@cfn.org.br [ SAIBA MAIS ]

Conselhos promoverão encontro em Aracaju

Atenção nutricionistas e técnicos em Nutrição e Dietética de Sergipe! Em abril, os Conselhos Federal e o Regional da 5ª região (BA-SE) estarão em Aracaju para debater temas como a formação profissional; a atuação de nutricionistas e TND nos setores públicos e privados da região e o papel dos conselhos. Em breve divulgaremos a data e o local do encontro.

Foto: CFN




quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Eleições CRN-4 2016

Eleições CRN-4 2016

Nutricionistas do Rio de Janeiro e Espírito Santo elegem novos
representantes para o CRN-4 nos dias 17 e 18 de maio



O processo eleitoral para o novo plenário do Conselho Regional de
Nutricionistas 4ª Região (CRN-4) já está em curso. No dia 21 de dezembro
saiu o Edital no Diário Oficial da União, Seção III, nº 243, página 197. A
Comissão Eleitoral foi formada com as nutricionistas: Idalina de Melo
Gonçalves, Rosangela Banharo da Silva, Tânia Muzi da Silva, Maria Maforte
Braga e Maria Júlia de Almeida Buarque Bretas.

Para compor o plenário será realizada eleição nos dias 17 e 18 de maio de
2016. Os nutricionistas do Rio de Janeiro e Espírito Santo receberão, em
seus endereços, as instruções e senhas para votar, pois assim como no
pleito anterior, este processo eleitoral será exclusivamente por meio da
internet. O CRN-4 disponibilizará um computador na sede do Rio de Janeiro,
das 10h às 16h, para quem preferir ou precisar de mais orientações.

Inscrição de Chapas

Os nutricionistas que desejarem concorrer às eleições deverão formar uma
chapa com 18 profissionais: nove efetivos e nove suplentes. O mandato terá
a duração de três anos, sendo permitida apenas uma reeleição consecutiva.
As inscrições deverão ser feitas na sede do Rio de Janeiro de 18 de janeiro
a 17 de fevereiro de 2016, por meio do requerimento dirigido à Comissão
Eleitoral. No documento deve constar a assinatura de um dos candidatos e as
seguintes informações: nome e número do registro no CRN dos candidatos
efetivos e suplentes; declaração individual de cada candidato, autorizando
a inclusão de seu nome na chapa e informando que satisfaz as condições de
elegibilidade – ser cidadão brasileiro, encontrar-se em pleno gozo de seus
direitos profissionais, civis e políticos, ter exercício efetivo da
profissão por mais de dois anos; possuir inscrição definitiva e estar quite
com o Conselho. Estas e outras condições mais específicas estão descritas
na Resolução CFN nº 564/2015, que dispõe sobre o regulamento eleitoral,
podendo ser acessada no endereço
http://www.cfn.org.br/wp-content/uploads/2015/12/Resol-CFN-564-regulamento-eleitoral-CRN-retificada.pdf

O que é preciso para votar

- O Nutricionista deve estar em dia junto ao Conselho (anuidades,
inscrições ou qualquer taxa), até 2015, e com o seu endereço e e-mail
atualizados. O prazo para quitar os débitos de exercícios anteriores é dia
31 de março de 2016.

- A senha, enviada por correspondência, será acompanhada das instruções
para a votação via internet. Para atualização do endereço, envie e-mail
para crn4@crn4.org.br ou ligue para o Conselho: 2517-8178. Caso não receba
a senha até dia 18 de abril, o nutricionista deve entrar em contato com o
CRN-4;

-Com relação à anuidade, as possibilidades de parcelamento, inclusive dos
débitos de anos anteriores (mesmo em cobrança judicial), podem ser
acordadas com o Setor de Atendimento até dia 31 de março de 2016.

Impossibilidade de votar

Se não for possível votar, o nutricionista deverá justificar sua abstenção
através de requerimento dirigido à diretoria do Conselho até 30 dias após
as eleições. O documento deve ser entregue na sede do CRN-4 ou enviado por
correspondência para Av. Rio Branco, 173, 5º andar, Centro, Rio de Janeiro
– RJ. Vale lembrar que a justificativa deverá conter a descrição dos
motivos e, se houver, comprovação de causa impeditiva do exercício do voto.
As justificativas serão analisadas, caso a caso, pelo novo Plenário e a
decisão sobre a cobrança ou isenção da multa será comunicada ao
profissional. Cabe ressaltar que o voto é obrigatório e a falta não
justificada implica em multa de 20% do valor da anuidade de 2016.

Triênio

O Sistema CFN/CRN, conforme Resolução CFN nº 564/2015, determina que sejam
realizadas eleições, a cada três anos, para composição do Colegiado de suas
Autarquias Federais, que deve ser composto por 18 nutricionistas (nove
suplentes e nove efetivos). O próximo mandato no CRN-4 será de junho de
2016 a junho de 2019. A atuação dos Conselheiros eleitos se dá a título de
contribuição voluntária, não implicando em qualquer tipo de remuneração. Os
conselheiros devem prestar contas, anualmente, do exercício financeiro da
entidade ao Conselho Federal de Nutricionistas (CFN), que se reporta ao
Tribunal de Contas da União (TCU).

Mantenha seu cadastro atualizado junto ao seu Conselho Profissional!

Confira o edital no site www.crn4.org.br
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Livro Alimento, Movimento & Alma descomplica nutrição funcional



Fonte/Autor por:  KB Assessoria em Comunicação

  • Publicado em Saúde
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  • Conceito funcional é trabalhado de maneira a inspirar criações caseiras, saudáveis e voltadas para os diferentes ciclos da vida

A alimentação é sempre o ponto de partida para quem quer ou precisa mudar de vida. Da autoestima ao tratamento de problemas de saúde, é uma das ferramentas mais eficazes na busca por equilíbrio. O sucesso, porém, está no domínio do que cada fruta, grão e vitaminas podem fazer a nosso favor. Justamente a proposta do livro Alimento, Movimento & Alma, lançamento da SESI-SP Editora.
Projeto da nutricionista funcional Lucyane Crosara, especialista em nutrição funcional e fitoterapia funcional, com colaboração da chef Ana Vitória Fonseca, Lucyane elencou receitas que despertam o paladar e a consciência, valorizando a comida de verdade, natural, com o mínimo de industrializados, acompanhadas por um material explicativo rico e esclarecedor sobre seus efeitos e benefícios.
A divisão é bem dinâmica. Logo de entrada o leitor recebe a informação de que cuidar da alimentação é fundamental e não tem nada de complicado. Um registro com linguagem leve sobre o conceito funcional e como é possível usar o que se tem em casa para compor uma refeição que não só vai saciar a fome, mas ajudar na prevenção de vários tipos de distúrbio. “A ideia é mostrar que não é algo impossível. Qualquer pessoa pode fazer e só traz bons resultados”, afirma Lucyane.
São onze capítulos direcionados, compilados sobre muito estudo, e que tratam de pontos importantes para a saúde da mulher, do homem, da criança e do adolescente, respeitando as diferenças e peculiaridades de cada gênero e fase. Destaque para áreas pouco comentadas em outros títulos culinários, como o plano funcional anti-câncer, e sugestões de petiscos saborosos e nutritivos, mas que passam longe das usuais bombas de caloria e gordura.
Outro aspecto interessante é que o livro também traz as melhores receitas de família na versão funcional. Estrogonofe, fricassê, galinhada, manjar e muitas outras. Aquela coisa de mãe, de avó, de garotada reunida em volta da mesa no domingo, mas sem a preocupação de que um ou outro prato pode fazer mal no futuro. “Além de ser gostoso, tem a questão do incentivo a cozinhar e aprender juntos, tirando do funcional o estigma de sem gosto e sem graça”, finaliza a nutricionista.
O projeto gráfico do livro torna a experiência ainda mais envolvente: belas fotos trazem a gastronomia como verdadeira protagonista, num realismo onde a fumaça dos pratos é quase tátil e as cores vibrantes dos legumes e temperos acionam os gatilhos do apetite de maneira imediata. É bonito de ver, absorver e sugestivo a praticar.
“Alimento, Movimento & Alma – Receitas funcionais para seu dia a dia”, chega no momento em que é sabido que o brasileiro come muito mal. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde, realizada em 2013 pelo Ministério da Saúde em parceria com o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, as pessoas procuram refeições não saudáveis por serem mais práticas na rotina corrida. O que leva ao excesso de peso de um em cada dois adultos e de uma em cada três crianças. Além disso, aproximadamente 57,4 milhões de pessoas possuem pelo menos uma doença crônica não transmissível (DCNT) decorrente da má alimentação.
Sobre a autora:
Lucyane Crosara é nutricionista, especializada em nutrição funcional e fitoterapia funcional. Tem formação em Noções Básicas de Antroposofia Aplicada à Saúde e Práticas Integrativas e Complementares em Saúde. Faz o que chama de Nutrição Integrada onde foca não só o corpo, mas também a mente e o espírito, conciliando conhecimentos nutricionais com terapias complementares. Mora em Uberlândia, MG, onde clinica e ministra cursos de gastronomia funcional.
Coleção: Alimente-se Bem
Autor: Lucyane Crosara
ISBN: 978-85-8205-654-7
Ano: 2015
Páginas: 300
Capa: capa dura
Formato: 19,5cm X 27,0cm
Preço: R$ 110,00




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