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sábado, 26 de setembro de 2015

Alimentos que aumentam a imunidade do organismo





Gengibre: Este alimento é fonte de vitamina B6 e C, vitaminas estas que auxiliam na defesa do organismo, e ainda possui a substância gingerol que ajuda no combate ao câncer.
-Frutas vermelhas: Estes alimentos de coloração vermelha ou rosa são ricos em antocianinas e flavonoides, substâncias que são responsáveis pela tonalidade da pele e que auxiliam na reversão das funções cerebrais, além de aumentar a liberação de dopamina, substância que tem a função estimulante e energizante no organismo.
-Cogumelo: É rico em proteínas, em vitaminas e sais minerais, sendo que conta ainda com fibras e substâncias de grande importância para o funcionamento do organismo e para o combate dos níveis de colesterol.
-Tomate: Este alimento é rico em licopeno, substância que inibe o crescimento das células cancerígenas na próstata.
-Figo: Este alimento auxilia no controle dos índices de insulina e no bom funcionamento do intestino, já que é fonte de fibras. Possui também polifenóis, substâncias que impedem a degradação celular resultante do estresse, poluição e fumo.
-Canela: Este alimento impede crescimento e desenvolvimento de bactérias no organismo, além de ser um ótimo aliado para o combate do mau hálito.
-Pimenta: Esta é uma das melhores fontes de betacaroteno, substância que ajuda o organismo a combater infecções.
-Batata doce: Este alimento auxilia no combate a problemas do coração e fígado, no mal de Parkison e até do câncer.
-Brócolis: Este alimento é rico em vitamina C, potássio, fósforo, magnésio e cálcio, assim fortalece o sistema imunológico devido sua quantidade de nutrientes e minerais.
-Linhaça: É um alimento fonte de ácido alfa-linoleico e Omega, substâncias estas que ajudam na melhora do funcionamento do coração e do intestino, tendo a capacidade de controlar os níveis de gordura do sangue.
-Salmão: Este é um alimento fonte em Omega 3 e ácido graxos, tem a ação de antioxidante.
-Castanha-do-Pará: É um alimento fonte de selênio, substância que reduz a degeneração da pele e do cérebro. Conta também com magnésio que ajuda na atividade muscular e cardíaca.




sexta-feira, 25 de setembro de 2015

RESOLUÇÃO - RDC Nº. 359, DE 23 DE DEZEMBRO DE 2003


Aprova Regulamento Técnico de Porções de Alimentos Embalados
 
para Fins de Rotulagem Nutricional.

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso da atribuição que lhe confere o art. 11 inciso IV do Regulamento da ANVISA aprovado pelo Decreto nº. 3.029, de 16 de abril de 1999, c/c o art. 111, inciso I, alínea”b”, § 1º do Regimento Interno aprovado pela Portaria nº. 593, de 25 de agosto de 2000, republicada no DOU de
22 de dezembro de 2000, em reunião realizada em 17 de dezembro de 2003 considerando a necessidade do constante aperfeiçoamento das ações de controle sanitário na área de alimentos visando a proteção à saúde da população;
considerando a importância de compatibilizar a legislação nacional com base nos instrumentos harmonizados no Mercosul relacionados à rotulagem nutricional de alimentos embalados - Resolução GMC nº.47/03; considerando o direito dos consumidores de ter informações sobre as características e composição nutricional dos alimentos que adquirem;
considerando a necessidade de estabelecer os tamanhos das porções dos alimentos embalados para fins de rotulagem nutricional;
considerando que este Regulamento Técnico orientará e facilitará os responsáveis (fabricante, processador, fracionador e importador) dos alimentos para declaração de rotulagem nutricional;
considerando que este Regulamento Técnico complementa o Regulamento Técnico sobre”Rotulagem Nutricional de Alimentos Embalados”.
adotou a seguinte Resolução de Diretoria Colegiada e eu, Diretor-Presidente, em exercício, determino a sua publicação:
Art. 1º Aprovar o Regulamento Técnico de Porções de Alimentos Embalados para Fins de Rotulagem Nutricional, conforme o Anexo.
Art. 2º As empresas têm o prazo até 31 de julho de 2006 para se adequarem à mesma.
Art. 3º O descumprimento aos termos desta Resolução constitui infração sanitária sujeita aos dispositivos da Lei nº 6437, de 20 de agosto de 1977 e demais disposições aplicáveis.
Art. 4º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
RICARDO OLIVA

ANEXO REGULAMENTO TÉCNICO DE PORÇÕES DE ALIMENTOS EMBALADOS PARA FINS DE ROTULAGEM NUTRICIONAL


1. ÂMBITO DE APLICAÇÃO
O presente Regulamento Técnico se aplica à rotulagem nutricional dos alimentos produzidos e comercializados, qualquer que seja sua origem, embalados na ausência do cliente e prontos para serem oferecidos aos consumidores.
O presente Regulamento Técnico se aplica sem prejuízo das disposições estabelecidas em Regulamentos Técnicos vigentes sobre Rotulagem de Alimentos Embalados e/ou em qualquer outro Regulamento Técnico específico.
2.  DEFINIÇÕES
Para fins deste Regulamento Técnico se define como:
2.1.  Porção: é a quantidade média do alimento que deveria ser consumida por pessoas sadias, maiores de 36 meses de idade em cada ocasião de consumo, com a finalidade de promover uma alimentação saudável.
2.2.  Medida Caseira: é um utensílio comumente utilizado pelo consumidor para medir alimentos.
2.3.  Unidade: cada um dos produtos alimentícios iguais ou similares contidos em uma mesma embalagem.
2.4.  Fração: parte de um todo.
2.5.  Fatia ou rodela: fração de espessura uniforme que se obtém de um alimento.
2.6.  Prato preparado semi-pronto ou pronto: alimento preparado, cozido ou pré-cozido que não requer adição de ingredientes para seu consumo.
3.  MEDIDAS CASEIRAS
Para fins deste Regulamento Técnico e para efeito de declaração na rotulagem nutricional, estabeleceu-se a medida caseira e sua relação com a porção correspondente em gramas ou mililitros detalhando-se os utensílios geralmente utilizados, suas capacidades e dimensões 

para download click aqui

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Rotulagem Nutricional Obrigatória - Manual de orientação aos consumidores - Educação para o consumo saudável


Ficha Catalográfi ca
Rotulagem nutricional obrigatória: manual de orientação aos consumidores
Alimentos / Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Universidade de Brasília – Brasília: Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária / Universidade de Brasília, 2005. 17p.
ISBN: 85-88233-18-5
1. Alimentos. 2. Consumidor. 3. Rotulagem de Alimentos.
I. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Brasil). II Convênio ANVISA / UnB.
Departamento de Nutrição.


Nesse manual vamos conhecer algumas legislações que se referem à ROTULAGEM DE ALIMENTOS. O objetivo maior é estimular que você e a sua família leiam e entendam as informações veiculadas nos rótulos dos alimentos. Isso tudo para contribuir com a melhoria da sua saúde e qualidade de vida.
Os rótulos são elementos essenciais de comunicação entre produtos e consumidores. Daí a importância das informações serem claras e poderem ser utilizadas para orientar a escolha adequada de alimentos.
Dados recentes levantados junto à população que consulta o serviço Disque-Saúde do Ministério da Saúde demonstram que aproximadamente 70% das pessoas consultam os rótulos dos alimentos no momento da compra, no entanto, mais da metade não compreende adequadamente o signifi cado das informações.
Com a publicação das normas que tornam obrigatória a declaração do conteúdo nutricional dos alimentos, denominada de rotulagem nutricional, as informações contidas nos rótulos passam a ser ainda mais complexas, exigindo maior habilidade do consumidor para interpretá-las e entendê-las.


Divulgar as informações e seu correto signifi cado motivou a publicação deste manual dirigido especifi camente aos consumidores. O propósito é facilitar a compreensão dos termos usados na rotulagem de alimentos, aumentando seu potencial de proteção e promoção da saúde.
A expectativa é que o material possa ser adotado como instrumento de orientação e capacitação pelos diversos segmentos da população e desperte, ainda mais, o interesse pela busca do consumo e escolha mais saudável de alimentos.
No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA é o órgão responsável pela regulação da rotulagem de alimentos que estabelece as informações que um rótulo deve conter, visando à garantia de qualidade do produto e à saúde do consumidor. 

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Título: O nutricionista e as redes sociais





Hoje a linha entre público e privado, pessoal e profissional, é muito tênue, por isso, as recomendações do CRN-3 aos nutricionistas em redes sociais são: 

[01] Redes sociais pessoais:
O ambiente profissional exige uma postura com mais formalidade, diferente da que mantemos diante dos amigos ou familiares e deve estar alinhada com os princípios éticos da profissão. Uma maneira de atuar com segurança e eficiência nas redes sociais é elaborar um perfil alinhado com o tipo de relacionamento que você deseja trabalhar. 


[02] Conteúdo com profissionalismo:
-  cuidar da sua imagem pessoal: 
Selecione cuidadosamente a sua foto do perfil, avaliando traje,  postura e cenário. 

-  evitar divulgação sensacionalista: 
É aquela que tem como característica um tom espalhafatoso ou exagerado e que concede ao público a ideia de algo excepcional, mesmo que o conteúdo conte com algum fundamento/referência. 

-  evitar a autopromoção: 
É a procura de benefício pessoal, enaltecendo as próprias qualidades, quando da divulgação ao público de assunto que deve ter essencialmente  caráter educativo, informativo e impessoal.  

O Código de Ética do Nutricionista diz: 
Art. 22. Relativamente à publicidade, é vedado ao nutricionista:
I - utilizá-la com objetivos de sensacionalismo e de autopromoção;

-  considerar a qualidade da informação: 
As informações devem estar sustentadas nos princípios da Ciência da Nutrição, com reconhecimento científico comprovado, atento para pronunciamentos que possam oferecer insegurança à população. 

Não se esqueça de avaliar, periodicamente, a necessidade de atualizar o conteúdo técnico, indicando referências bibliográficas científicas.

-  considerar a linguagem da informação: 
O conteúdo da informação sobre nutrição deve ser exato, de fácil entendimento, com linguagem clara, objetiva e didática, ponderando a linguagem formal e a coloquial, atento às normas gramaticais.  


Fonte : CRN 3 

terça-feira, 22 de setembro de 2015

ESCLARECIMENTOS SOBRE A SOLICITAÇÃO DE EXAMES LABORATORIAIS POR NUTRICIONISTAS

exames-laboratoriais

Em virtude dos frequentes questionamentos de nutricionistas, entidades de classe e conselheiros a respeito da solicitação de exames laboratoriais por nutricionistas, da cobertura destes exames pelas operadoras de saúde e da negativa de laboratórios a aceitarem a solicitação dos nutricionistas, esclarecemos:
I – COMPETE AO NUTRICIONISTA A SOLICITAÇÃO DE EXAMES LABORATORIAIS NECESSÁRIOS À AVALIAÇÃO, À PRESCRIÇÃO E À EVOLUÇÃO NUTRICIONAL DO CLIENTE-PACIENTE, CONFORME O PREVISTO NA RESOLUÇÃO CFN Nº 306/2003.
II – ATÉ O MOMENTO AS OPERADORAS DE SAÚDE NÃO SÃO OBRIGADAS A COBRIR OS EXAMES SOLICTADOS PELOS NUTRICIONISTAS.
III – LABORATÓRIOS SÃO OBRIGADOS A ACEITAR SOLICITAÇÃO DE EXAMES FEITOS POR NUTRICIONISTA, DESDE QUE O PAGAMENTO DESTES EXAMES SEJA FEITO PELO PACIENTE OU QUE SEJA COBERTO PELA A OPERADORA DE SAÚDE.
Para saber mais acesse: http://adf.ly/1OXal6
ou CFN

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Técnicos do FNDE prestam assistência a gestores da Zona da Mata mineira

Técnicos do FNDE prestam assistência a gestores da Zona da Mata mineira
Sexta, 18 Setembro 2015 16:29
Escrito por  Assessoria de Comunicação Social do FNDE
Prefeitos e secretários de educação de municípios da Zona da Mata mineira receberam em sua região nesta sexta-feira, 18, o Escritório FNDE. Durante o Encontro de Gestores Municipais para o Fortalecimento de Ações Educacionais, em Juiz de Fora (MG), técnicos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) prestaram apoio e esclareceram dúvidas quanto aos principais programas do órgão.
Esse é o trigésimo Escritório FNDE, iniciativa que leva atendimento institucional da autarquia aos estados e municípios. "O nosso papel é o de nos aproximarmos dos gestores para ajudar a sanar problemas e levar informação", disse o presidente do FNDE, Idilvan Alencar. "O Escritório é resolutivo e tem sido bem aprovado pelos participantes".
O objetivo da ação é auxiliar os gestores quanto aos programas de apoio suplementar do governo federal. Entre março e setembro, foram atendidas 21 unidades da federação, em parceria com as secretarias municipais e estaduais de educação.
Até agosto, o total de atendimentos realizados foi de 5.207. A maioria deles se referiu ao Plano de Ações Articuladas (PAR), ao Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), ao Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE) e a obras – escolas, creches, construção e cobertura de quadras poliesportivas.
O Escritório oferece ainda oficinas temáticas, para tratar de temas como prestação de contas e Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Serviços de entrega de documentos e liberação de senhas do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec) também ficam disponíveis.

domingo, 20 de setembro de 2015

Qual a melhor whey protein: concentrada, isolada ou hidrolisada?

Nutrição

Qual a melhor whey protein: concentrada, isolada ou hidrolisada?

As propriedades anabólicas da whey protein são muito bem demonstradas e conhecidas. No entanto, são muitas as opções de whey protein disponíveis nas prateleiras, e é fácil encontrar pessoas com dúvidas sobre qual a melhor opção? As propagandas alegam benefícios espetaculares das formas isoladas e hidrolisadas, e o preço “salgado” pode levar as pessoas a crer que as formas mais caras podem realmente ser melhores... Mas será que os custos realmente compensam os benefícios?




É consenso entre cientistas que a whey protein estimula a síntese de proteínas musculares, favorecendo o ganho de massa muscular. Quando o consumo de whey (ou de proteínas de boa qualidade) é acompanhado de musculação, o estímulo para a síntese proteica é ainda maior, sendo essa a melhor forma de ganhar massa magra. Muito embora esse seja um ponto pacífico, ainda se discutem alguns detalhes sobre a suplementação dewhey protein, muitos deles já tratados aqui neste blog. Hoje discutirei as diferenças e semelhanças entre wheyconcentrada, isolada e hidrolisada.





Qual a diferença entre whey protein concentrada, isolada e hidrolisada?


Quando exposto a pH ácido, o leite talha. Isso ocorre porque uma proteína chamada caseína forma uma espécie de coágulo. Esse coágulo não apenas contém caseína, mas também a gordura do leite. Assim, a parte sólida do leite talhado contém caseína e lipídios. Já a outra parte, ou fração líquida, contém as demais substâncias hidrossolúveis do leite, como a lactose, algumas vitaminas e as diversas proteínas do soro do leite. O termo “whey” refere-se justamente a essa fração líquida e, portanto, as famosas whey proteins nada mais são do que as proteínas que se encontram em tal fração. Logo, as whey proteins englobam várias proteínas diferentes, sendo a lactalbuminas e as lactoglobulinas suas principais componentes.




Whey protein refere-se às proteínas encontradas na parte líquida do leite talhado. A parte sólida contém caseína e gorduras. Uma vez que a parte líquida contém outras substâncias além de proteínas, como lactose, o whey protein pode apresentar lactose em sua composição.


Durante a produção da whey protein, as proteínas do soro do leite são concentradas por meio de processos industriais e então secas, de forma que um pó rico em whey protein é obtido. É assim que a “whey proteinconcentrada” é produzida, forma que geralmente contém cerca de 80% de proteínas, sendo o restante composto por lactose e outras substâncias.


Já na produção da “whey protein isolada”, outras etapas de purificação são acrescidas ao processo, de tal forma que a lactose e outras substâncias são removidas e, as proteínas, “isoladas”. Assim, o produto final é mais puro, considerado livre de lactose, e com conteúdo proteico normalmente acima de 90%. Com base nisso, pode-se dizer que as duas grandes vantagens da whey isolada são: maior quantidade de proteína por porção e ausência de lactose. Se você não tiver intolerância à lactose, a única vantagem real será o maior conteúdo de proteínas.


Já a “whey protein hidrolisada” pode ser produzida tanto a partir da whey concentrada como da isolada. Se a hidrolisada for produzida a partir da concentrada, pode também conter lactose. A hidrólise pode ser obtida por diferentes processos, mas o resultado final será sempre a quebra das proteínas em fragmentos menores. Argumenta-se que essa “pré-digestão” acelera a absorção das proteínas, aumentando seu efeito anabólico.





Whey isolada vs. whey concentrada: vantagem para whey isolada?


Embora seja tentador acreditar que o aumento no grau de pureza (de 80% para 90%, na comparação concentrada vs. isolada) resulte em melhores resultados práticos (refiro-me a mais ganho de força e massa muscular), é muito improvável que a whey isolada tenha qualquer real benefício sobre a concentrada. Ainda que não existam estudos que comparem diretamente os efeitos dessas duas formas, há muitos bons indícios de que investir em whey isolada não vale a pena, a não ser que você seja intolerante à lactose.


Existe um limite máximo do estímulo à síntese proteica promovido pela proteína. Sabe-se que, em adultos saudáveis, esse limite gira em torno de ~20 g de proteína. Doses maiores não resultam em mais síntese proteica! Portanto, para aproveitar ao máximo o potencial de uma whey protein com grau um pouco menor de pureza, bastaria aumentar um pouco mais a dose. No caso da whey concentrada vs. isolada, as quantidades necessárias para chegar a 20 g de proteína seriam 22 g de isolada vs. 25 g de concentrada. Em uma rápida consulta a lojas de suplementos online, é fácil perceber que os custos extras não compensam: enquanto 900 g de whey concentrada saem por R$120,00, os mesmo 900 g de whey isolada saem por R$ 192,00. Na prática, o preço 60% maior vai lhe render apenas 5 doses a mais.





Whey hidrolisada: melhor absorção e mais efeitos anabólicos?


Novamente, a teoria (e a propaganda) são tentadoras: a hidrólise, ou pré-digestão, da whey protein faria com que sua absorção fosse mais rápida. Em teoria, essa maior velocidade de absorção resultaria em maiores efeitos sobre a síntese proteica muscular. Todavia, voltamos ao ponto de que é muito difícil melhorar o que já funciona de maneira ótima. A whey protein já é muitíssimo bem absorvida, mesmo sem ter passado por nenhum processo de hidrólise. Da mesma forma, uma dose de 20 g de whey protein já é capaz de elevar ao máximo a síntese proteica, mesmo sem nenhuma hidrólise. Nesse cenário, como poderia a hidrólise aumentar um efeito que já atingiu o máximo? Parece-me muito pouco provável que valha a pena investir R$322,00 em 900 g dewhey hidrolisada (mesma marca, mesmo site de suplementos, feita a partir de isolada), ou pagar quase 3 vezes mais por um produto que muito provavelmente não será superior à boa e velha whey concentrada. 





Mas por que digo “muito provavelmente” em vez de “certamente”? 


Reservo-me ao direito à dúvida (ainda que muito pequena) pelo simples fato de que não encontrei, a despeito de meus esforços em achá-los, nenhum estudo que comparasse diretamente os efeitos dessas 3 formas de whey. De qualquer forma, a mim faz sentido que tais estudos não tenham sido feitos: o referencial teórico e as hipóteses são fracos, e esse tipo de comparação não constitui, ao meu ver, uma pergunta científica relevante.





Para concluir


Se você não é intolerante à lactose, é muito provável que a pureza ligeiramente maior da forma isolada não compense seus custos. É igualmente improvável que a forma hidrolisada tenha qualquer benefício em termos de ganho de força e massa muscular em relação às formas não hidrolisadas. Portanto, a forma concentrada continua sendo a opção de melhor custo-benefício para a grande maioria das pessoas. Claro, desde que exista real necessidade de consumo de suplementos proteicos...


Um abraço e até a próxima!





Guilherme Artioli - Blog Ciência inForma




Para saber mais:


Devries MC and Phillips SM. Supplemental Protein in Support of Muscle Mass and Health:  advantage Whey. Journal of Food Science Vol. 80, S1, 2015.


Churchward TA, Burd NA, Phillips SM. Nutritional regulation of muscle protein synthesis with resistance exercise: strategies to enhance anabolism. Nutrition & Metabolism 2012, 9:40