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terça-feira, 31 de maio de 2016

Tipo de parto influencia na presença de bactérias intestinais

Pesquisadores identificam que o parto normal e a lactação materna propiciam ao bebê bactérias intestinais diferentes em comparação aos nascidos por cesariana que se alimentam de fórmulas pré-preparadas.

A pesquisa revelou que existe uma diferença notável na conformação gastrintestinal do microbioma (conjunto de micróbios que se alojam no intestino grosso, e que são importantes para o sistema imunológico e para ter uma boa nutrição), ao comparar a composição bacteriana dos intestinos dos bebês nascidos por parto normal e os que nasceram por cesárea. Também se registraram diferenças entre as crianças que foram alimentadas por lactação materna e aquelas que receberam fórmulas prontas.
Analisaram-se os registros de nascimentos de 100 bebês quando tinham seis semanas de idade. Os pesquisadores indicam que as crianças que nasceram por parto normal tinham uma composição intestinal diferente dos que nasceram por cesárea.
Os profissionais a cargo do estudo indicaram que as diferenças são evidentes, mas não se determinou se as mudanças na composição intestinal afetam a saúde do bebê a curto ou longo prazo. A equipe se “surpreendeu ao detectar que mesmo três semanas após nascer, o microbioma intestinal conformava-se segundo o tipo de parto como pelo método de alimentação”.
Ao analisar os dados dos partos, identificou-se que dois terços dos bebês nasceram por parto normal e um terço por cesárea. Da mesma forma, dois terços foram amamentados com leite materno durante as seis primeiras semanas, 26 foram alimentados utilizando uma combinação de leite materno e fórmulas prontas, e seis receberam fórmulas prontas de forma exclusiva.
A equipe de pesquisa identificou que os bebês que receberam a combinação de fórmula e leite materno terminavam com uma composição intestinal muito similar ao grupo que se alimentava apenas com fórmula pré-preparada. Este fato não foi considerado em pesquisas anteriores.
As análises realizadas nos sedimentos dos bebês indicaram que o método de parto tinha um impacto tão importante quanto a dieta.
O Dr. Mark Corkins, médico certificado de respaldo nutricional do Centro de Ciências da Saúde da Universidade de Tennessee, em Memphis, explicou que os intestinos da criança dentro da placenta não possuem nenhuma bactéria, mas a colonização ocorre quando a criança traga bactérias durante o parto, se for parto normal, porque a vagina não é estéril; mas se for uma cesárea, não se obtém a mesma flora intestinal, “obtém-se basicamente o que há no hospital”, ressaltou.
Corkins explicou que as crianças alimentadas com leite materno recebem fatores de crescimento e elementos que permitem o crescimento de bactérias boas no cólon, masestes elementos não estão presentes no leite de fórmula. “Sabemos que o tipo de parto é importante, e também o tipo de alimento após nascer. Ambas as coisas fazem diferença”, destacou o pesquisador.


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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Como baixar o ácido úrico no sangue naturalmente

Como baixar o ácido úrico no sangue naturalmente



Por Natália Petrin
O ácido úrico é uma substância produzida naturalmente pelo organismo que surge por meio da quebra das moléculas de purina, que é uma proteína encontrada em alimentos, por meio da ação da enzima xantina oxidase. As purinas, após o uso, são degradadas e transformadas em ácido úrico que, em partes, é eliminado pelos rins.
sangue armazena parte desse ácido úrico e, em níveis normais, deve estar entre 2,4 e 6,0 mg/dL em mulheres e entre 3,4 e 7,0 mg/dL em homens. Os valores podem ser encontrados por meio de um exame de sangue.
O que causa?
Quando elevado, o nível de ácido úrico pode aumentar os riscos de desenvolvimento de acidentes cardiovasculares, além da formação de pequenos cristais de urato de sódio – com formato semelhante ao de uma pequena agulha – que acabam ficando depositados em diversos lugares do corpo como as articulações, os rins e sobre a pele.
Entre os sintomas desse excesso estão os surtos realmente dolorosos de artrite aguda devido ao depósito dos cristais em articulações. Há também, nos rins, a formação dos cálculos renais e insuficiência renal aguda ou crônica.

Como tratar?

É preciso que, antes de tudo, você siga o tratamento médico. Siga as orientações do médico e consuma os alimentos indicados por ele, sempre cortando o que for solicitado também. Existem medicamentos caseiros que podem ajudar a combater problemas com excesso de ácido úrico. Confira abaixo.

Beterraba

Para preparar esse medicamento, use 80g de beterraba, 80g de cenoura, 80g de pepino e 20g de agrião. Bata todos os ingredientes em uma centrífuga e consuma em seguida o suco para que não sumam as propriedades. Consuma diariamente pela manhã em jejum. O medicamento deve, em 3 semanas, resolver o problema.

Limão

Outro medicamento pode ser preparado com ½ xícara de folhas de agrião, 2 colheres de sopa de cenoura ralada, suco de 1 limão e uma colher de sopa de mel. Amasse as folhas em um recipiente e bata com a cenoura, o suco de limão e o mel. Cubra a mistura com um pano por aproximadamente 6 horas. Coe em seguida, sempre espremendo bem. Consuma uma colher de sopa a cada 5 horas.

Alimentos e indicações

Quem tem problemas com ácido úrico deve evitar alguns alimentos como anchovas, sardinha, carne, caldos de carne, coração, mexilhão, frutos do mar, pães doces, bebidas alcoólicas – principalmente a cerveja – aspargo, feijão, lentilha, frituras, refrigerantes, bolachas, entre outros alimentos embutidos e com açúcares e gordura.
Os alimentos permitidos são aqueles que ajudam a tornar o sangue menos ácido como a maçã, pera, banana, laranja, melão, pão branco, brócolis, cenoura, tomate, alface, berinjela, beterraba, couve, cebola, chocolate, ovos, nozes, gelatina, leite, queijo, entre outros.
É essencial, no entanto, que você siga as orientações médicas e que beba bastante água, mantenha uma dieta saudável, consuma leite e derivados – pois estes ajudam a melhorar a eliminação de ácido úrico –, além de ser importante você manter sob controle a obesidade e a hipertensão.


vitaminas e sais