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domingo, 3 de abril de 2016

Americanos preferem batatas e tomates a consumir verduras

Autoridades advertem que a falta de variedade poderia originar problemas de nutrição

Uma pesquisa desenvolvida pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos indica que as batatas representam 30% das verduras processadas para a população americana, enquanto os tomates representam 22% dos cultivos. A alface soma-se à lista de verduras favoritas com 7%, e deve-se considerar que ao somar as três verduras indicadas alcança-se 59% dos vegetais cultivados e distribuídos para a população dos Estados Unidos.
Os pesquisadores indicaram que os resultados do estudo são preocupantes, principalmente porque se deve analisar com cuidado a preferência de alimentos. Dana Angelo White, nutricionista registrada, destaca que se deve manter uma dieta variada para garantir os nutrientes que requeremos. Em relação à preferência pelas batatas, White destacou que “Se a maior parte do consumo de batatas provém de fontes processadas, como as batatas fritas e batatas chips, possivelmente estejam fazendo mais mal que bem”.
O Serviço de Pesquisa Econômica da USDA informou que, em 2013, cada cidadão americano dispôs de 174 quilogramas de verduras e legumes ao ano, e desta quantidade 52 quilogramas correspondiam a batatas brancas. Mas as batatas não foram consumidas em sua forma natural, o organismo de controle indicou que dois terços das batatas foram utilizados para fabricar batatas fritas e outros tipos de alimentos processados ou congelados.
A tendência no consumo de tomates foi similar ao reportado no caso das batatas. Identificou-se que cada pessoa tinha disponíveis quase 30 quilogramas de tomates em 2013, mas apenas 9 quilogramas foram consumidos como tomates frescos, e os quase 21 quilogramas restantes foram processados como tomates enlatados, molho de tomate e outros alimentos industrializados.
White manifestou que, embora o tomate tenha nutrientes valiosos, não oferece todo o valor nutricional que se pode adquirir com uma dieta mais variada. A USDA ressaltou que as verduras escuras, como o espinafre, são ricas em vitamina A e ácido fólico, enquanto os legumes como os feijões vermelhos ou lentilhas proporcionam proteína e fibras ao organismo.
Sharon Zarabi, nutricionista do Hospital Lenox Hill, na cidade de Nova Iorque, sugere que as pessoas variem a “cor” de sua dieta, indicando que as cores de frutas e verduras proporcionam uma variedade de sabores e benefícios distintos para a saúde, ressaltando que é possível utilizar a alimentação como medicina.
Uma dieta variada é a base de uma boa alimentação. Os estudantes da área de Nutrição da FUNIBER aprendem a realizar as corretas combinações de alimentos para que seus pacientes obtenham uma alimentação que lhes permita um desempenho com energia em todas as suas atividades diárias.






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quinta-feira, 31 de março de 2016

Redução do consumo de açúcar melhora a saúde de crianças obesas

Eliminar o açúcar da dieta de uma criança pode melhorar sua saúde de forma imediata.

Uma pesquisa realizada na Universidade da Califórnia, em São Francisco, demonstrou que ao eliminar o açúcar da dieta de crianças obesas conseguia-se reduzir de forma imediata a hipertensão das crianças e melhorar os níveis de açúcar no sangue e colesterol.
Participaram deste estudo 43 crianças obesas. Os pesquisadores lhes proporcionaram uma dieta de 9 dias em que se reduziu de forma significativa o conteúdo de açúcar, mas se substituíram os açúcares por alimentos a base de amido para assegurar que as crianças manteriam o mesmo nível de ingestão de calorias e carboidratos.
De acordo com os pesquisadores, a dieta provocou uma melhora imediata nas crianças. “Cada aspecto de sua saúde metabólica melhorou, sem alteração das calorias”, assinalou o autor do estudo, o Dr. Robert Lustig, endocrinologista pediátrico no Hospital Pediátrico Benioff da Universidade da Califórnia, em São Francisco. De acordo com o pesquisador, as calorias do açúcar não representam grande preocupação, e este estudo permitiu demonstrar “que o açúcar é metabolicamente prejudicial, não por suas calorias nem por seus efeitos no peso. Ou melhor, o açúcar é metabolicamente daninho porque é açúcar”.
Os resultados do estudo colocam em dúvida a crença de que “uma caloria é uma caloria” e propõe maior atenção aos elementos que se incorporam em uma dieta infantil. O Dr. Jeffrey Mechanick, presidente do Colégio Americano de Endocrinologia, manifestou que o estudo expõe a necessidade de avaliar os padrões alimentares e identificar os padrões alimentares sadios para os consumidores dos Estados Unidos, sendo esta tarefa tão importante como identificar a ingestão calórica das pessoas.
Depois de uma dieta de 9 dias com restrição de açúcar, todos os aspectos da saúde metabólica dos pacientes melhoraram, sem que se alterasse seu peso. De acordo com os resultados obtidos, conseguiu-se diminuir a pressão arterial até níveis próximos ao normal, e reduziram-se os níveis de triglicerídeos e de colesterol LDL (“mau”). Além disso, conseguiu-se reduzir o nível de glicose no sangue em jejum em cinco pontos, enquanto os níveis de insulina reduziram-se em um terço.

Lustig ressaltou que em apenas 10 dias pôde-se reverter em grande medida a disfunção metabólica dos garotos com uma medida simples como a eliminação do açúcar.

Mechanick destacou que as pessoas fariam bem se seguirem as recomendações dietéticas que animam a reduzir a ingestão de açúcar e comer mais frutas e verduras. Ademais, assinalou que o estudo realizou-se com um grupo reduzido de crianças durante um período curto de tempo e, portanto, seria necessário replicar a experiência com um grupo maior.

A obesidade e doenças relacionadas a ela são crescentes entre a população infantil, é necessário pesquisar as estratégias de nutrição mais adequadas para reduzir esta tendência. Os estudantes da área de Nutrição da FUNIBER informam-se constantemente sobre as últimas pesquisas para proporcionar recomendações que melhorem o estado de saúde de seus pacientes.