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domingo, 24 de julho de 2016

Micronutrientes: “Varinhas mágicas” do organismo

Os micronutrientes são substâncias essenciais para o funcionamento do organismo, embora sejam requeridas em pequenas quantidades. No entanto, as consequências  da sua carência ou deficiência são severas. 
Pode-se dizer que essas substâncias são “Varinhas mágicas” pois permitem que organismo produza enzimas, hormônios e outras substâncias essenciais para o crescimento e desenvolvimento adequados.  
As deficiências de micronutrientes são um grande problema de saúde pública global. Estima-se que mais de 2 bilhões de pessoas em todo o mundo apresentem deficiências de vitaminas e minerais essenciais, particularmente vitamina A, iodo, ferro e zinco. A maioria dessas pessoas vive em países de baixa renda e geralmente são deficientes em mais de um micronutriente, apesar de ser um problema de saúde pública também em alguns países industrializados. 
Deficiências ocorrem quando pessoas não tem acesso à alimentos ricos em micronutrientes, como frutas, vegetais, produtos de origem animal e alimentos fortificados.
Efeitos nocivos das carências de micronutrientes 
A carências de micronutrientes tem muitos efeitos adversos na saúde humana, mas nem todos são clinicamente evidente. Até mesmo níveis moderados de deficiência (que podem ser detectados por medições bioquímicas ou clínicas) podem ter efeitos prejudiciais na função humana.  Por exemplo, podem aumentar o risco de doenças infecciosas e morte por diarreia, malária, pneumonia ou sarampo. Essas condições estão entre as 10 principais causas de morte hoje no mundo. 
Além dos efeitos de saúde mais diretos, as carências de micronutrientes podem também ter profundas implicações para o desenvolvimento econômico e da produtivo dos países, particularmente em termos dos custos potencialmente elevados de saúde pública e a perda de formação de capital humano. 
Os grupos mais vulneráveis para deficiências de micronutrientes são grávidas, lactantes e crianças, principalmente por apresentarem uma necessidade relativamente aumentada de vitaminas e minerais e por serem mais suscetíveis aos efeitos nocivos das deficiências. Para grávidas isso inclui um risco maior de morte durante o parto ou nascimento de bebê com baixo peso ou com retardo no desenvolvimento mental. Para mães que estão amamentando, seus níveis de micronutrientes determinam a saúde e o desenvolvimento de seu lactente, especialmente durante os primeiros 6 meses de vida. Para as crianças, deficiências de micronutrientes aumentam o risco de morte por doenças infecciosas e contribui para o seu desenvolvimento físico e mental. 
Fatores de risco para a carências de micronutrientes 
Existem vários fatores de risco para a carência de micronutrientes de forma geral, sendo eles: 
  • Dieta monótona resultando em baixa ingestão de micronutrientes, e baixa biodisponibilidade, especialmente de minerais;
  • Baixa ingestão de alimentos de origem animal;
  • Baixa prevalência do aleitamento materno;
  • Alimentação complementar inadequada;
  • O aumento da demanda devido à infecção aguda (especialmente se os episódios  de infecção são freqüentes), infecção crônica (por exemplo, tuberculose, malária e HIV / SIDA) e doença (por exemplo,  câncer);
  • Défict nutricional, em particular a desnutrição protéico-energética;
  • Parasitoses;
  • Variações sazonais na disponibilidade de alimentos, escassez de alimentos;
  • A privação social, o analfabetismo, baixa escolaridade;
  • Falta de acesso aos serviços de saneamento básico; e
  • situação econômica de pobreza.
Carência de micronutrientes no Brasil 
No Brasil, como em vários países do mundo, a carência de micronutrientes também é considerada um problema de saúde pública que acomete, principalmente, mulheres e crianças menores de cinco anos. 
Destacam-se as carências de ferro (que acometem 21% das crianças menores de cinco anos, segundo dados da Pesquisa Nacional de Desenvolvimento Social - PNDS, 2006), Vitamina A, que acomete 12,3% de mulheres no período fértil e 17,4% de crianças menores de 5 anos (PNDS, 2006) e Vitamina B1*. 
  • Vitamina B1: Para essa carência, os dados existentes referem-se à incidência da população masculina - No Brasil, os casos mais recentes ocorreram, a partir de 2006, após o surgimento de óbitos em adultos jovens por causa mal definida no estado do Maranhão. Mais tarde, novos casos foram notificados nos Estados de Tocantins e Roraima. Entre os anos de 2006 e 2015, foram confirmados 2.201 casos de Beribéri nos Estados do Maranhão, Roraima e Tocantins, sendo que 48 pacientes evoluíram à óbito. 


Fonte: RedeNutri



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sexta-feira, 13 de maio de 2016

Tratamento para a obesidade: Genética, alimentação e exercícios.

Atualmente, a obesidade é um problema de saúde pública que gera preocupação não apenas no Brasil, mas no mundo inteiro. Tal estado nutricional está diretamente relacionado com o estilo de vida sedentário, poucas horas de sono, estresse crônico, más escolhas alimentares, fatores psicossociais, endócrinos e até mesmo fatores genéticos.

Alguns pesquisadores utilizam a genética para identificar as causas da obesidade e entender os caminhos que controlam a deposição de gordura, para que assim haja tratamentos personalizados e estratégias de prevenção da obesidade. Atualmente, foram descobertos mais de 120 genes associados com a obesidade.

Dentre os genes associados com obesidade que foram identificados, o FTO foi o que demonstrou resultados relacionados com massa gorda e aumento do índice de massa corporal. Outra associação importante do gene FTO é com a regulação do apetite. Pessoas sedentárias que ingerem alimentos ricos em gordura são mais suscetíveis à obesidade pela variante FTO. Os efeitos da combinação de polimorfismos em FTO são preditivos de obesidade e diabetes tipo 2, e pode ser influenciada por interações com os níveis de atividade física e gênero.

O objetivo da ciência é desenvolver a tecnologia necessária para identificar pessoas geneticamente suscetíveis à obesidade e qualificar as intervenções farmacêuticas e nutricionais. Além disso, sabe-se que nutrientes moduladores podem fornecer um grande potencial na alteração deste estado nutricional, tornando o tratamento da obesidade mais eficiente.

A obesidade não ocorre apenas na fase adulta, a prevalência de crianças obesas está gradativamente maior, o grande problema é a carga de doenças que esta criança obesa pode apresentar na fase adulta. A prática de atividade física pode atenuar os efeitos dos alelos de risco na predisposição genética para obesidade infantil, servindo como aliado no tratamento e prevenção. Em adultos, o exercício regular pode reduzir o risco de diabetes independente de mudanças na adiposidade.

Referências:

Cauchi S, Stutzmann F, Cavalcanti-Proença C, Durand E, Pouta A, Hartikainen AL, Marre M, Vol S, Tammelin T, Laitinen J, Gonzalez-Izquierdo A, Blakemore AI, Elliott P, Meyre D, Balkau B, Järvelin MR, Froguel P. Combined effects of MC4R and FTO common genetic variants on obesity in European general populations. J Mol Med . 2009 May;87(5):537-46.

NAVES,ANDRÉIA. Nutrição clínica funcional: obesidade. 1ºed. São Paulo: Valéria Paschoal,   2009.

Sonestedt E,  Roos C, Gullberg B, Ericson U, Wirfält E, and Melander MO. Fat and carbohydrate intake modify the association between genetic variation in the FTO genotype and obesity. Am J Clin Nutr 2009;90:1418–25.



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