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quinta-feira, 31 de março de 2016

Redução do consumo de açúcar melhora a saúde de crianças obesas

Eliminar o açúcar da dieta de uma criança pode melhorar sua saúde de forma imediata.

Uma pesquisa realizada na Universidade da Califórnia, em São Francisco, demonstrou que ao eliminar o açúcar da dieta de crianças obesas conseguia-se reduzir de forma imediata a hipertensão das crianças e melhorar os níveis de açúcar no sangue e colesterol.
Participaram deste estudo 43 crianças obesas. Os pesquisadores lhes proporcionaram uma dieta de 9 dias em que se reduziu de forma significativa o conteúdo de açúcar, mas se substituíram os açúcares por alimentos a base de amido para assegurar que as crianças manteriam o mesmo nível de ingestão de calorias e carboidratos.
De acordo com os pesquisadores, a dieta provocou uma melhora imediata nas crianças. “Cada aspecto de sua saúde metabólica melhorou, sem alteração das calorias”, assinalou o autor do estudo, o Dr. Robert Lustig, endocrinologista pediátrico no Hospital Pediátrico Benioff da Universidade da Califórnia, em São Francisco. De acordo com o pesquisador, as calorias do açúcar não representam grande preocupação, e este estudo permitiu demonstrar “que o açúcar é metabolicamente prejudicial, não por suas calorias nem por seus efeitos no peso. Ou melhor, o açúcar é metabolicamente daninho porque é açúcar”.
Os resultados do estudo colocam em dúvida a crença de que “uma caloria é uma caloria” e propõe maior atenção aos elementos que se incorporam em uma dieta infantil. O Dr. Jeffrey Mechanick, presidente do Colégio Americano de Endocrinologia, manifestou que o estudo expõe a necessidade de avaliar os padrões alimentares e identificar os padrões alimentares sadios para os consumidores dos Estados Unidos, sendo esta tarefa tão importante como identificar a ingestão calórica das pessoas.
Depois de uma dieta de 9 dias com restrição de açúcar, todos os aspectos da saúde metabólica dos pacientes melhoraram, sem que se alterasse seu peso. De acordo com os resultados obtidos, conseguiu-se diminuir a pressão arterial até níveis próximos ao normal, e reduziram-se os níveis de triglicerídeos e de colesterol LDL (“mau”). Além disso, conseguiu-se reduzir o nível de glicose no sangue em jejum em cinco pontos, enquanto os níveis de insulina reduziram-se em um terço.

Lustig ressaltou que em apenas 10 dias pôde-se reverter em grande medida a disfunção metabólica dos garotos com uma medida simples como a eliminação do açúcar.

Mechanick destacou que as pessoas fariam bem se seguirem as recomendações dietéticas que animam a reduzir a ingestão de açúcar e comer mais frutas e verduras. Ademais, assinalou que o estudo realizou-se com um grupo reduzido de crianças durante um período curto de tempo e, portanto, seria necessário replicar a experiência com um grupo maior.

A obesidade e doenças relacionadas a ela são crescentes entre a população infantil, é necessário pesquisar as estratégias de nutrição mais adequadas para reduzir esta tendência. Os estudantes da área de Nutrição da FUNIBER informam-se constantemente sobre as últimas pesquisas para proporcionar recomendações que melhorem o estado de saúde de seus pacientes.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

METABOLISMO AERÓBIO OU OXIDATIVO: RESPIRAÇÃO CELULAR - Profa Dra. Patricia Peres Polizelli

10/06/2015

METABOLISMO AERÓBIO

OU OXIDATIVO:

RESPIRAÇÃO CELULAR

Profa Dra. Patricia Peres Polizelli

2015



A piruvato desidrogenase une a glicólise ao ciclo do

ácido cítrico

Piruvato Acetil-CoA

Complexo piruvato

desidrogenase

Deficiência de Tiamina (Vitamina B1)

• Erro de metabolismo adquirido;

• Disfunção do ciclo de Krebs: depleção de ATP com aumento

na liberação de adenosina;

• Apresentação clínica: Beribéri

• Os principais sintomas são: dor nos membros, fadiga,

instabilidade emocional, depressão, anorexia e retardo do

crescimento.

Por que a carência de tiamina

leva primariamente a

distúrbios neurológicos???

Envenenamento por Mercúrio e

Arsênio

• Inibição do complexo piruvato

desidrogenase;

• Sintomas semelhantes ao Beribéri.

10/06/2015


3

Ciclo de Krebs

Desvios do Ciclo de Krebs

• Os principais desvios são:

• citrato ®síntese de ácidos graxos e esteróis;

• a-cetoglutarato ®aminoácidos ou bases nitrogenadas;

• succinil-coA ®síntese de porfirinas;

• Oxaloacetato ®gliconeogênese e síntese de aminoácidos.

CADEIA TRANSPORTADORA DE ELÉTRONS E

FOSFORILAÇÃO OXIDATIVA

FADH2

H+ H+ H+ H+H+

H+ H+ H+ H+

H+ H+ H+

H+H+

H+ H+ H+

Regulação da Respiração Celular

10/06/2015


4

Desacoplamento da Fosforilação

Oxidativa

Geração de calor

• Manutenção da temperatura corporal;

• Termogenina ou proteína desacopladora.

Drogas que provocam o

desacoplamento

• 2,4-dinitrofenol (DNP) e

fluorocarbonil-cianeto

fenilhidrazona (FCCP): agrotóxicos;

• Sibutramina: medicamento.

Doença Mitocondrial

• Neuropatia ótica hereditária de Leber (LHON);

• Mutações no complexo I;

• Doença neurodegenerativa que afeta o nervo

óptico.

• Produz a maior parte do ATP nas células aeróbias;

• A oxidação de uma molécula de glicose produz ~30

ATP;

• Em condições anaeróbias a glicólise produz 2 ATP

por glicose;

• Produção de EROs.

Implicações Fisiológicas do Metabolismo

Aeróbio

10/06/2015


5

RESPIRAÇÃO CELULAR E A

FORMAÇÃO DE EROs

Eros ou radicais livres

• Moléculas orgânicas ou inorgânicas que

contêm um ou mais elétrons não pareados.

Para formar uma molécula de água, o átomo de

oxigênio precisa ganhar 4 elétrons;

Formação de EROs

O2 + 4e- + 4H+ = 2 H2O

Problema: nem sempre O se transforma

diretamente em H2O.

ESPÉCIES REATIVAS DE OXIGÊNIO:

radicais livres (RLs):

ânion superóxido (O-

2),

radical hidroxil (OH- ),

não-radicais:precursores de RLs

peróxido de hidrogênio (H2O2).

10/06/2015



6

Efeitos nocivos dos EROs

• Peroxidação lipídica;

• Envelhecimento;

• Carcinogênese;

• Complicações do diabetes mellitus;

• Doenças inflamatórias crônicas, lesionando os

tecidos;

• Doenças oculares (catarata e degeneração macular).

ESTRESSE OXIDATIVO

EROs ANTIOXIDANTES

Indivíduo Normal: equilíbrio entre a

produção de EROs e antioxidantes

10/06/2015



7

EROs

ANTIOXIDANTES

ESTRESSE OXIDATIVO

Conjunto de efeitos nocivos das reações de

oxidação induzidas pelos RLs

Quais as estratégias celulares de

defesa contra os danos oxidativos

causados pelos EROs???

Antioxidantes

Referências bibliográficas

• LEHNINGER, A. L., NELSON, D. L. & COX, M. M. Princípios de Bioquímica.

São Paulo: editora Sarvier, 2010.

• VOET, D.; VOET, J.G. ; PRATT, C. W. Fundamentos de Bioquímica. 2a edição.

Porto Alegre: editora Artes Médicas, 2000.

• ANDRESON, D. Antioxidant defences against reactive oxygen species

causing genetic and other damage. Mutation Research, Amsterdam, v.

350, n. 1, 103-108, 1996.

• BIANCHI, M.L.P. ; ANTUNES, L.M.G. Radicais livres e os principais

antioxidantes da dieta. Ver. Nutr., Campinas, 12 (2), 123-130, 1999.

• LEITE, H.P.; SARNI, R.S. Radicais livres, antioxidates e nutrição. Revista

Brasileira de Nutrição. 2003.



domingo, 27 de setembro de 2015

APOSTILA AVALIAÇÃO NUTRICIONAL

Goiânia, 2013

SUMÁRIO

1                       ANTROPOMETRIA ADULTOS E IDOSOS.........................................................................         4
1.1                Peso ideal.......................................................................................................................................     4
1.2                Porcentagem de adequação do peso..............................................................................         4
1.3                Porcentagem de mudança do peso..................................................................................         4
1.4                Peso ajustado...............................................................................................................................    4
1.5                Peso estimado..............................................................................................................................    4
1.6                Peso estimado para amputados........................................................................................         5
1.7                Peso estimado para pacientes edemaciados.............................................................         6
1.8                Peso ideal segundo compleição óssea...........................................................................         6
1.9                Altura estimada..........................................................................................................................    6
1.10           Índice de Massa Corporal...................................................................................................... 7
1.11           Circunferência do braço........................................................................................................ 7
1.12           Prega cutânea tricipital......................................................................................................... 8
1.13           Circunferência muscular do braço..................................................................................         8
1.14           Circunferência da cintura..................................................................................................... 8
1.15           Relação cintura-quadril......................................................................................................... 8
1.16           Percentual de gordura............................................................................................................ 9
2                       ANTROPOMETRIA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES..............................................         13
2.1                Pontos de corte para crianças e adolescentes..........................................................         13
2.1.1            PARA CRIANÇAS DE 0 A 5 ANOS........................................................................................... 13
2.1.2            PARA CRIANÇAS DE 5 A 10 ANOS.........................................................................................         14
2.1.3            PARA ADOLESCENTES DE 10 A 19 ANOS..........................................................................         14

                  3             TÉCNICAS DE AFERIÇÃO DE MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS............................     16

                  3.1              Peso...................................................................................................................................................          16
                  3.2              Altura................................................................................................................................................         16
                  3.3             Altura do joelho..........................................................................................................................        17
                  3.4            Envergadura do braço............................................................................................................        18
3.5 Circunferência da cintura..................................................................................................... 18 3.6 Circunferência do quadril..................................................................................................... 19
                  3.7           Circunferência abdominal....................................................................................................       20
                  3.8            Circunferência do braço........................................................................................................        20
                  3.9           Circunferência da panturrilha...........................................................................................       21
                  3.10          Dobras cutâneas.........................................................................................................................        22
                        3.10.1 DOBRA CUTÂNEA SUBESCAPULAR.....................................................................................         22
                        3.10.2 DOBRA CUTÂNEA SUPRA ILÍACA.........................................................................................         23
                        3.10.3 DOBRA CUTÂNEA TRICIPITAL...............................................................................................        24
                        3.10.4 DOBRA CUTÂNEA BICIPITAL..................................................................................................         24
                        3.10.5 DOBRA CUTÂNEA ABDOMINAL............................................................................................         25
                        3.10.6 DOBRA CUTÂNEA COXA MEDIAL.........................................................................................         26
                        3.10.7 DOBRA CUTÂNEA PEITORAL..................................................................................................         26
                        3.10.8 DOBRA CUTÂNEA AXILAR MÉDIA........................................................................................        26
3.10.9 DOBRA CUTÂNEA PANTURRILHA MEDIAL..................................................................... 27 4 ÍNDICES PROGNÓSTICOS....................................................................................................... 28
                  4.1           Índice prognóstico nutricional..........................................................................................       28
                  4.2           Índice de Risco Nutricional..................................................................................................       28
                  4.3         Índice de prognóstico inflamatório e nutricional...................................................     28
5                       EXAMES BIOQUÍMICOS...........................................................................................................   29
5.1                Valores de referência para exames laboratoriais..................................................         29
5.2                Albumina sérica..........................................................................................................................   30
5.3                Competência imunológica.................................................................................................... 30 6 SEMIOLOGIA NUTRICIONAL................................................................................................. 31
6.1                Parâmetros nutricionais do exame físico....................................................................         31
6.2                Principais alterações clínicas em alguns deficiências nutricionais ............         32 6.3            Exame físico do estado nutricional da Avaliação Subjetiva Global ............. 32
                  7               NECESSIDADES NUTRICIONAIS..........................................................................................       34

                  7.1        Necessidades energéticas: equação de Harris Benedict ....................................    34

                  7.2            Fórmula de bolso.......................................................................................................................        35
                  7.3         Necessidade energética segundo FAO (2004) .........................................................     36

7.4    Faixa de distribuição aceitável de macronutrientes.............................................           36 7.5           Necessidades diárias de proteína nos estados patológicos .............................           36

                                     REFERÊNCIAS...............................................................................................................................         38
                                     ANEXO 1..........................................................................................................................................         41
                                     ANEXO 2..........................................................................................................................................         43
                                     ANEXO 3..........................................................................................................................................         45
                                     ANEXO 4..........................................................................................................................................         47
                                     ANEXO 5..........................................................................................................................................         49

PARÂMETROS PARA AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL