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domingo, 20 de março de 2016

Probióticos poderiam reduzir o risco de diabetes tipo 1 em crianças

O efeito é perceptível em crianças com maior risco de desenvolver diabetes.

Um estudo identificou que as crianças que recebem probióticos (bactérias boas) durante os primeiros 27 dias de vida podem reduzir o risco de padecer de diabetes tipo 1,principalmente aquelas que geneticamente têm predisposição a desenvolver a doença. O estudo também aponta que expor os menores à probióticos em uma idade mais tardia não oferece o mesmo benefício.
Os pesquisadores indicaram que ao proporcionar probióticos às crianças durante os primeiros dias de vida conseguiu-se reduzir em 60% as probabilidades de padecer de diabetes tipo 1 entre as crianças com maior risco de sofrer da doença. Identificou-se que as criançasportadoras do genótipo DR3/4 têm maior probabilidade de desenvolver a doença.
Os estudos realizados mostram que aquelas crianças que não têm esta genética específica não se beneficiaram do uso de probióticos em sua alimentação.
Ulla Uusitalo, Professora Associada do Departamento de Epidemiologia Pediátrica da Universidade do Sul da Florida, em Tampa, indicou que devido ao projeto do estudo não se pôde estabelecer uma conclusão que indique casualidade, mas se obteve uma associação muito clara, e por esta razão necessitam-se mais estudos.
diabetes tipo 1 é uma enfermidade auto-imune que se manifesta quando o corpo destrói por engano às células que produzem insulina no pâncreas. A insulina é um hormônio que ajuda a utilizar o açúcar dos alimentos como combustível para o corpo.
Ainda não se conhecem as causas da diabetes tipo 1 com clareza. Analisaram-se distintos genes suspeitos, mas um desencadeante ambiental não é descartado. Os pesquisadores indicaram que um desequilíbrio nas bactérias intestinais poderia ajudar a desencadear a resposta auto-imune.
Os probióticos são bactérias vivas que se acredita que podem ajudar a manter um sistema digestivo saudável. Na Europa, o uso de probióticos é mais comum que nos Estados Unidos. Durante o estudo, os bebês receberam probióticos com a fórmula infantil ou com o uso de um complemento líquido na dieta.
George Weinstock, do Laboratório Jackson de Medicina Genômica de Farmington, em Connecticut, indicou que é surpreendente que o benefício do uso de probióticos apenas se observa “quando os probióticos administraram-se nos primeiros 27 dias de vida”. O pesquisador aponta que se proporcionados suficientemente cedo na dieta das crianças, os probióticos poderiam ajudar a construir um microbioma saudável.
O pesquisador sugere que é possível que no início da vida de um bebê exista uma oportunidade para que micróbios externos entrem no corpo e façam colônias, e “durante este período, possivelmente seja possível intervir ou direcionar a conformação do microbioma mediante probióticos”, ressaltou.
Weistock indicou que é possível que os efeitos auto-imunes “comecem nesta etapa precoce e que seja um período crítico no qual é possível interferir contra a ativação nociva da resposta imunitária”.
Os pesquisadores analisaram um estudo prospectivo desenvolvido em seis centros médicos, três nos Estados Unidos e três na Europa. Participaram do estudo quase 7500 crianças. Tomaram-se amostras de sangue das crianças a cada três meses entre os 3 e 48 meses de idade, para detectar indícios de diabetes tipo 1, e após isto, tomaram-se amostras a cada seis meses.
Os pais das crianças disponibilizaram questionários diários sobre a alimentação, detalhando a dieta dos bebês entre o nascimento e os três meses de idade. As mães proporcionaram informação sobre sua alimentação durante a gravidez.
Os estudantes da área de Nutrição da FUNIBER pesquisam constantemente para identificar tratamentos que permitam prevenir a diabetes em crianças e adultos.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

DIA DO NUTRICIONISTAS 18 DE 24

Dia do Nutricionista
Serviço de Atendimento ao Profissional - Trabalhos Científicos
“A vida é nutrida por alimentos e as substâncias das quais ela depende são os nutrientes. Estes fornecem a energia e os materiais constituintes para as substâncias incontáveis que são essenciais para o crescimento e a sobrevivência dos seres vivos (KRAUSE, 1995).”
A alimentação como princípio fisiológico sempre mereceu atenção quanto à escolha e preparo dos alimentos. Porém, atualmente, devido à grande distribuição de informações pelos meios de comunicação, ainda nos deparamos com dúvidas de simples respostas, pois estas se encontram entre o que mais nos agrada e o que mais necessitamos – O ALIMENTO.
Por ser a alimentação fruto da cultura e dos hábitos adquiridos, torna-se cada vez mais importante, informar conceitos que possam melhorar os hábitos conhecidos e formar outros que possibilitem melhor qualidade de vida e conseqüentemente, profilaxia à doenças reconhecidas atualmente, como resultado de um estilo de vida inadequado.
Portanto, ensinar como adquirir saúde, no amplo conceito da medicina, obriga- nos à estudar mais sobre alimentação, atividade física e controle do estresse.
Há também a importância da nutrição como fator preventivo de doenças e manutenção do estado de saúde que tem se mostrado fundamental em vários campos de pesquisa, de cunho individual e populacional. No que se refere à melhoria da qualidade de vida, o papel da boa alimentação é preponderante e único.
A História da Nutrição no Brasil e no Mundo...
De acordo com a Associação Brasileira de Nutrição, os primeiros registros da evolução da profissão do nutricionista surgiram no Canadá, em 1670, com o Centro de Classificação e Ocupações Técnicas das Irmãs da Ordem de Ursulinas, e em 1867, em Toronto, com a criação do Curso de ensino de Economia Doméstica. Só em 1902, no entanto, surgiu o Curso de nível Universitário na formação de dietistas.
A primeira profissional da área surge na guerra de Criméia, organizando cozinhas funcionais para dietas à enfermos graves. Na área médica as primeiras dietas para casos especiais são registradas na Escócia.
A primeira guerra mundial marca a necessidade profissional de dietistas para o racionamento alimentar e provisão dos exércitos, e é na Alemanha, em 1914, que surgem os primeiros trabalhos relativos aos alimentos, por meio do conselho de pesquisas médicas do ministério da agricultura.
A primeira Associação Profissional de Dietistas, ou Associação Americana de Dietética, foi criada em Cleveland em 1917 e teve como objetivos:
  • melhorar a nutrição do ser humano;
  • desenvolver a ciência da nutrição e dietética;
  • promover a ciência da nutrição e de áreas afins.
Na França, em 1915, a Sociedade Científica de Higiene Alimentar de Paris é reconhecida como de utilidade pública, criando cursos de Economia Doméstica e Ciências Sociais com enfoque em conhecimentos de nutrição. No Japão também acontece a criação do Centro de Estudos de Alimentação e o Curso de Dietética, e na Suécia inicia-se treinamentos profissionais para dietistas atuarem em serviços de alimentação para coletividades, hospitais, e também para as forças armadas.
É na União Soviética, porém, que se cria o primeiro Instituto Científico dedicado ao estudo de nutrição, com cozinha experimental e dietoterápica, principalmente para o estudo da conservação e valores nutricionais dos alimentos.
Em 1945 foi fundada, durante a Conferência de São Francisco, a Organização das Nações Unidas (ONU) e, sub-ligada a esta, a Organização para Agricultura e Alimentação (FAO), com sede em Roma.
Em 1946, a Organização Mundial da Saúde (OMS), com sede em Genebra, inicia a divulgação e execução de programas específicos ligados à produção e estudos sobre alimentos, marcando o aperfeiçoamento profissional da nutrição.
Na América do Sul, o professor Pedro Escudeiro incentiva na Argentina, a partir de 1926, a criação do Instituto Municipal de Nutrição em Buenos Aires, e em seguida a Escola Municipal de Dietista. Depois foi criado o Curso de nível universitário no Instituto Nacional de La Nutricion, marcando a formação de profissionais nutricionistas na América do Sul, ofertando bolsas de estudos aos outros países.
Acontece na Holanda, em Amsterdam, em 1952 o 1º Congresso Internacional de Dietética, e com ele a criação de cursos em outros países da Europa, África e América do Sul.
No Brasil, na Universidade de São Paulo, inicia-se em 1939 o primeiro curso para formação de educadores e inspetores sobre alimentação. Os cursos de formação nutricional acompanharam nesta história as tendências de cada época, cobrindo primeiramente as necessidades, ora por guerras e racionamento alimentar, ora por usar a nobre ciência em benefício do homem, integrando o mesmo à natureza e à tudo o que ela pode oferecer. Com a aprovação do curriculum mínimo, em 1962, mais trinta e quatro cursos foram criados até o ano de 1988, e atualmente registramos através dos conselhos regionais de nutricionistas, 44 cursos no território brasileiro.
Para o esporte, a história da nutrição seguiu quase o mesmo caminho, descobrindo sua importância à cada momento de necessidade. Nos anos 70 e 80, várias pesquisas relatam a importante relação dos nutrientes no desempenho, e mais pesquisas acontecem à cada ano, deixando o Brasil próximo aos países mais desenvolvidos na área, favorecendo a troca de informações, atual globalização, e incentivos à continuidade das mesmas.
Seja na alimentação institucional, saúde pública, na área clínica, no esporte ou marketing, o nutricionista torna-se cada vez mais participante na vida de todo cidadão, são ou não.
Ser nutricionista não é apenas cuidar da alimentação, mas sim, interpretar e compreender fatores culturais, biológicos, sociais e políticos, para criar soluções que garantam uma vida mais saudável, justa e equilibrada.

domingo, 9 de agosto de 2015

Nutrição

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A pirâmide alimentar americana atualizada, publicada em 2005, é um guia nutricional geral para o consumo recomendado de comida. Em Portugal, desconsidera-se esta ferramenta e utiliza-se a nova Roda dos Alimentos, elaborada pela FCNAUP e IC.
Nutrição é um processo biológico em que os organismos (animais e vegetais), utilizando-se de alimentos, assimilamnutrientes para a realização de suas funções vitais.
Devido sua importância à sobrevivência de qualquer ser vivo, a nutrição faz parte do aprendizado durante grande parte do período de estudo básico e em nível secundário, assim como em muitos cursos de nível de graduação e pós-graduação, em áreas como medicinaenfermagembiomedicinafarmáciabiologiaagronomiazootecnia e nutrição entre outras.
No domínio da saúde e medicina (e também veterinária), a nutrição é o estudo das relações entre os alimentos ingeridosdoença ou o bem-estar do homem ou dos animais.
Nutrição humana:Estudo dos costumes alimentares.
nutrição pode ser feita por via oral, ou seja, pela maneira natural do processo de alimentação, ou por um modo especial. No modo especial temos a nutrição enteral e a nutrição parenteral. A primeira ocorre quando o alimento é colocado diretamente em uma área do tubo digestivo (geralmente o estômago ou o jejuno) através de sondas que podem entrar pela narina ou boca ou por um orifício feito por cirurgia diretamente no abdômen do paciente, juntamente com outro orifício gastro-intestinal usado no processo digestivo. A nutrição parenteral é a que é feita quando o paciente é alimentado com preparados para administração diretamente na veia, não passando pelo tubo digestivo (como o soro nas veias, quando se está impossibilitado de ingerir alimentos via oral).
A boa nutrição depende de uma dieta regular e equilibrada - ou seja, é preciso fornecer às células do corpo não só a quantidade como também a variedade adequada de nutrientes importantes para seu bom funcionamento. Os guias alimentares mais conhecidos são as pirâmides alimentares.
Todo ser vivo precisa se alimentar para sobreviver e se reproduzir. Mas, na espécie humana, a imensa capacidade de se adaptar a vários tipos de alimento - que faz do Homo sapiens a espécie de hábitos alimentares mais diversificados do planeta - foi fundamental para a sua evolução. Estudos indicam que um dos principais fatores que levaram nossos ancestrais a se distanciar da linhagem de seus parentes primatas foi a capacidade de se adaptar ao cardápio de diversos ambientes. Algumas teorias propõem, ainda, que o excepcional crescimento do nosso cérebro só se tornou possível graças à inclusão na dieta humana de alimentos protéicos e energéticos- particularmente, a carne. O uso do fogo também contribuiu para a evolução da espécie. Cozidos, os alimentos ficam mais fáceis de ser digeridos e, por consequência, a absorção dos nutrientes é maior.
Proposta dos Estados Unidos em 2011 para substituir a pirâmide
agricultura e a pecuária, iniciadas há cerca de 10 mil anos, aumentaram o poder do homem sobre a própria nutrição. Desde então, a descoberta dos condimentos, a adoção de técnicas para aumentar a produtividade agropecuária e o desenvolvimento de tecnologias de industrialização foram abrindo novas possibilidades de nutrição. Hoje, mesmo com a globalizaçãoe as facilidades de intercâmbio entre nações, cada povo guarda suas peculiaridades culinárias, segundo a disponibilidade dos ingredientes encontrados na região, mas também de acordo com seu modo de vida.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Biologia
Consequências da má nutrição
Comida
Comida (portal)
Dietas
Listas
Nutrientes
Profissionais
Tópicos relacionados

Ligações externas[editar | editar código-fonte]