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sexta-feira, 13 de maio de 2016

Tratamento para a obesidade: Genética, alimentação e exercícios.

Atualmente, a obesidade é um problema de saúde pública que gera preocupação não apenas no Brasil, mas no mundo inteiro. Tal estado nutricional está diretamente relacionado com o estilo de vida sedentário, poucas horas de sono, estresse crônico, más escolhas alimentares, fatores psicossociais, endócrinos e até mesmo fatores genéticos.

Alguns pesquisadores utilizam a genética para identificar as causas da obesidade e entender os caminhos que controlam a deposição de gordura, para que assim haja tratamentos personalizados e estratégias de prevenção da obesidade. Atualmente, foram descobertos mais de 120 genes associados com a obesidade.

Dentre os genes associados com obesidade que foram identificados, o FTO foi o que demonstrou resultados relacionados com massa gorda e aumento do índice de massa corporal. Outra associação importante do gene FTO é com a regulação do apetite. Pessoas sedentárias que ingerem alimentos ricos em gordura são mais suscetíveis à obesidade pela variante FTO. Os efeitos da combinação de polimorfismos em FTO são preditivos de obesidade e diabetes tipo 2, e pode ser influenciada por interações com os níveis de atividade física e gênero.

O objetivo da ciência é desenvolver a tecnologia necessária para identificar pessoas geneticamente suscetíveis à obesidade e qualificar as intervenções farmacêuticas e nutricionais. Além disso, sabe-se que nutrientes moduladores podem fornecer um grande potencial na alteração deste estado nutricional, tornando o tratamento da obesidade mais eficiente.

A obesidade não ocorre apenas na fase adulta, a prevalência de crianças obesas está gradativamente maior, o grande problema é a carga de doenças que esta criança obesa pode apresentar na fase adulta. A prática de atividade física pode atenuar os efeitos dos alelos de risco na predisposição genética para obesidade infantil, servindo como aliado no tratamento e prevenção. Em adultos, o exercício regular pode reduzir o risco de diabetes independente de mudanças na adiposidade.

Referências:

Cauchi S, Stutzmann F, Cavalcanti-Proença C, Durand E, Pouta A, Hartikainen AL, Marre M, Vol S, Tammelin T, Laitinen J, Gonzalez-Izquierdo A, Blakemore AI, Elliott P, Meyre D, Balkau B, Järvelin MR, Froguel P. Combined effects of MC4R and FTO common genetic variants on obesity in European general populations. J Mol Med . 2009 May;87(5):537-46.

NAVES,ANDRÉIA. Nutrição clínica funcional: obesidade. 1ºed. São Paulo: Valéria Paschoal,   2009.

Sonestedt E,  Roos C, Gullberg B, Ericson U, Wirfält E, and Melander MO. Fat and carbohydrate intake modify the association between genetic variation in the FTO genotype and obesity. Am J Clin Nutr 2009;90:1418–25.



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quarta-feira, 13 de abril de 2016

Até tu, adoçante?

O tema de Hoje Saiu em Quase locais OS TODOS e Revistas Depois do excelente Estudo publicado na Revista Nature. ELE demonstra OS Efeitos do consumo Desse Famoso substituto do Açúcar na microbiota intestinal e nd Saúde.

publicado Artigo EM das UMA Mais conceituadas Revistas Científicas, a Natureza, Uma demonstrou positiva Relação Entre o consumo de adoçantes Nao-calóricos (aspartame, sucralose e sacarina) ea Piora da Tolerância à glicose (Estágio clínico that precedem o diabetes).  O grande Alarde em torno Desse Estudo E that justamente como PESSOAS que Querem Controlar como taxas de glicose do sangue, São como that utilizam adoçantes. Além Disso, sabemos Que ELE E MUITO Utilizado POR PESSOAS sadias Como hum substituto "mais saudável" Que o Açúcar e hum uma de SUAS Vantagens legadas E Que Não São absorvidos cabelo Corpo. No entanto, ISSO NÃO Significa de Modo Algum Que Eles Não exerçam QUALQUER Efeito não Nosso Corpo e é Isso Que ESSE interessante Estudo demonstra.

Grandes sacadas / Resultados Desse Estudo:
- A microbiota intestinal Análise da - Composta POR inúmeras Bactérias Que atuam diretamente em Diversas funcoes não Nosso Organismo e ESTÁ relacionada com a Absorção de Nutrientes, Desenvolvimento da obesidade, diabetes, Entre OUTRAS - demonstra que como PESSOAS respondem de Modo diferente à sacarina (um tipo de adoçante estudado). Um dos methods utilizados Neste Estudo foi o Famoso  "transplante de fezes" não rápido Qual é coletado o Conteúdo intestinal de um "Doador" e transplantado em hum Organismo "receptor". Neste Estudo OS Doadores were tanto Humanos Quanto animais  that consumiam sacarina  e Os Receptores camundongos sadios.  A Partir Desta Técnica foi Possível demonstrar Que a RESPOSTA de intolerância à glicose induzida POR sacarina foi Dependente da microbiota intestinal. Ou SEJA, Nem todos estao susceptíveis um ESSE Efeito prejudicial dos adoçantes.
- Conforme mencionei, Os principais Resultados were observados pelo Consumo de sacarina, mas Existe Dentro do Estudo hum experimento that demonstra Que o MESMO Efeito (provavelmente em menor proporção) TALVEZ POSSA ocorrer com o consumo de aspartame e sucralose, mas AINDA São Necessários Mais ESTUDOS Para se Confirmar tal Efeito.
Este Estudo e Bem Complexo e TEM Muita Coisa that Podemos Falar, mas qua seria uma Mensagem Que DEVE Ficar? Cautela!
Embora o Estudo Apresente Alguns Dados com HUMANOS, OS principais ACHADOS were obtidos com camundongos e NÃO PODEM Ser extrapolados parágrafo Humanos. Além Disso, Muito embora o Estudo tenha o mérito de Nao ter Utilizado doses supra-fisiológicas de adoçantes (Como MUITOS ESTUDOS Anteriores Desse MESMO TEMA), ELAS São relativamente altas se considerarmos hum consumo humano Medio (12 pacotinhos de adoçantes por día). Logo, Se Você consome adoçante 1x por día, NÃO É O Caso de se preocupar, mas se ELE ESTÁ Presente em boa parte de SUA Alimentação (Não se esqueça dos Produtos dietas  e luzes ) TALVEZ SEJA O Caso de rever parte Desse consumo. Acima de Tudo, um DEVE Ser Mensagem Que devemos Manter Hábitos Alimentares Que estimulem Uma microbiota Saudável (ricas em alimentos "in natura", iogurtes, Fibras, Cereais Integrais ..).  
Esse tema "adoçantes e Alimentos dieta" é extenso e possui Muita Coisa interessante Para Ser discutida / refletida, POR ISSO prometo voltar ao tema em breve. Enquanto ISSO, vale sempre o Princípio that O melhor de Alimentação Tudo na (e na vida?) E um Moderação!
Até a Próxima!
desejo Coelho
Fonte:. Suez et al   adoçantes artificiais induzem glicose
intolerância alterando a microbiota intestinal. Natureza, 2014. e http://adf.ly/1ZNhKC


segunda-feira, 11 de abril de 2016

Sobre o milagre das pílulas do exercício

De tempos em tempos aparece uma nova promessa de medicamento que substituiria a prática regular de exercícios físicos. Mas você acha que isso é (ou será) possível?


É com certa frequência que surgem notícias bombásticas a respeito da descoberta de uma nova droga capaz de "imitar" a ação do exercício físico sobre o organismo. As chamadas "pílulas do exercício" (ou "miméticos do exercício") vendem muitos jornais e revistas, entusiasmam profissionais da saúde e, por motivos óbvios, causam alívio aos sujeitos sedentários, como se a solução para todos os problemas advindos do estilo de vida inativo pudesse ser comprada na prateleira de uma farmácia.

Sob o ponto de vista da fisiologia, no entanto, há diversas falhas conceituais que arrefecem nossa esperança nas "pílulas do exercício". Em primeiro lugar, os experimentos que apontam ações similares entre substâncias farmacológicas e exercício físico são realizados com cultura de células ou roedores (para um exemplo, ver este artigo). Evidentemente, há um salto muito grande de lógica para se concluir que humanos respondem a determinada intervenção da mesma forma que células isoladas ou animais de diferentes espécies. Em segundo lugar, nós, fisiologistas, esperamos que uma droga taxada como mimética do exercício exerça todas as ações deste. O problema é que nenhuma droga é (e provavelmente jamais será) capaz de promover tantos efeitos abrangentes como o exercício, beneficiando, praticamente, todos os sistemas do organismo. Algumas drogas, quando muito, exercem efeitos específicos que se assemelham à ação do exercício, como melhora na sensibilidade à insulina (a exemplo da metformina) ou no perfil lipídico (a exemplo das estatinas), de modo que não podem ser consideradas, no rigor da palavra, "miméticos" do exercício". Outro ponto que merece destaque diz respeito à segurança das "pílulas do exercício". Para serem consideradas verdadeiros miméticos do exercício, novas drogas precisam ser submetidas a testes clínicos rigorosos que apontem efeitos adversos similares àqueles atribuídos ao próprio exercício físico, os quais são bastante infrequentes (num post futuro, trataremos deste tema). Infelizmente, estudos pré-clínicos têm demonstrado que os "miméticos do exercício" podem apresentar riscos graves à saúde das cobaias testadas, o que indica que a implementação clínica dessas drogas está longe de ocorrer. Por fim, não nos esqueçamos dos custos vultosos associados ao desenvolvimento de medicamentos, que podem alcançar a cifra de USD 1,2 bilhão por nova droga que chega ao mercado. Certamente, tais custos são repassados ao consumidor, o que nos faz duvidar que alguma intervenção farmacológica seja, de fato, capaz de também "imitar" os baixos custos do exercício físico.

Preocupa-me, especialmente, a ilusão propagada pelas "pílulas do exercício" de que a prática de atividade física pode ser meramente substituída por uma ou mais drogas, o que encoraja um estilo de vida mais inativo e, dessa forma, presta um desserviço à saúde pública. Os farmacologistas mais otimistas podem até argumentar que, talvez, um dia, os bisnetos de nossos bisnetos possam desfrutar de uma era na qual fármacos sejam capazes de produzir, por completo, os efeitos do exercício (alguém acredita mesmo que a sensação de prazer e bem-estar proporcionada pelo exercício poderá ser substituída por uma droga?); entretanto, até que esse dia enfim chegue, permanece sendo a prática de atividade física regular a mais efetiva estratégia capaz de prevenir as doenças crônicas que assolam de maneira crescente a população mundial.

O conceito imbuído nas "pílulas do exercício" é realmente tentador; soa como o "caminho-mais-fácil-a-seguir", o "soma" de Audous Huxley (droga capaz de tratar todos os males da humanidade, no clássico "Admirável Mundo Novo"), o verdadeiro milagre criado como uma luva ao homem moderno que não possui mais tempo para o supérfluo, como a atividade física. Infelizmente, para a ciência, milagres não existem...

Prof. Bruno Gualano

Para saber mais do assunto, leia:
Gualano B e Tinucci T. Sedentarismo, exercício físico e doenças crônicas (2011) Revista Brasileira de Educação Física e Esporte. 25: 37-43 (Edição Especial).
Booth FW e Laye MJ. Lack of adequate appreciation of physical exercise’s complexities can pre-empt appropriate design and interpretation in scientific discovery (2009) J Physiol 23: 5527–5540.